Todos tivemos um Prof. Jo?o, que nos inspirou nas artes da vida, que marcou a nossa caminhada de aprendizagem aos trope?es. Nesta colect?nea de poemas, Sebasti?o Barros Vale traz a figura desses mestres que acendem um fsforo - o fogo da vida, o fogo da palavra - dentro de ns. E, mesmo que partam para nunca mais, ficar?o connosco, ainda que guardados nos lugares perdidos da memria. Se essa histria verdade, n?o importa muito. Importa que o poeta traz o arqutipo do mestre, e sobre ele erige a sua obra inaugural, Os Poemas Queimados do Prof. Jo?o com vinte e seis poemas divididos em seis partes. Com referncias a Ces?rio Verde e Sophia de Mello Breyner, ao Brasil e a Lisboa, poucos n?o se identificar?o com as viagens espirituais do escritor. Acima de tudo, sobressai a sua capacidade de criar a uni?o entre as ideias e a escrita dos que o inspiram, sob a gide da efemeridade da vida, como em Ribalta: 'Resta o sol para iluminar / As folhas secas / Que morreram desidratadas', poema curto e forte, a revelar que a vida permanece, a queimar, apesar de ns. |